Lubricidade, de Cruz e Sousa

Lubricidade, de Cruz e Sousa. Segundo Antonio Candido, Cruz e Sousa foi o "único escritor eminente de pura raça negra na literatura brasileira, onde são numerosos os mestiços". (Wikipedia)



Lubricidade, de Cruz e Sousa


LUBRICIDADE


 Quisera ser a serpe venenosa
 Que dá-te medo e dá-te pesadelos
 Para envolver-me, ó Flor maravilhosa,
 Nos flavos turbilhões dos teus cabelos.

 Quisera ser a serpe veludosa
 Para, enroscada em múltiplos novelos,
 Saltar-te aos seios de fluidez cheirosa
 E babujá-los e depois mordê-los...

 Talvez que o sangue impuro e flamejante
 Do teu lânguido corpo de bacante,
 Da langue ondulação de águas do Reno

 Estranhamente se purificasse... 
 Pois que um veneno de áspide vorace
 Deve ser morto com igual veneno... 


Cruz e Sousa
Broquéis



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João 3 16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

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