Livro: Memorias Postumas de Braz Cubas de Machado de Assis | Download Grátis em PDF

  Memorias Postumas de Braz Cubas   Machado de Assis


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MEMORIAS POSTHUMAS
DE
BRAZ CUBAS
POR
MACHADO DE ASSIS
RIO DE JANEIRO
TYPOGRAPHIA NACIONAL
1881
ÍNDICE

OBRAS DO AUTOR
Memorias Posthumas de Braz Cubas
Helena, romance
Yayá Garcia, romance
Resurreição, romance
A mão e a luva, romance
Historias da meia noite
Contos Fluminenses
Americanas, poesias
Phalenas, poesias
Chrysalidas, poesias
Tu só, tu, puro amor, comédia
Os deuses de casaca, comédia
Desencantos, comédia
Theatro

AO LEITOR
Que, no alto do principal de seus livros, confessasse Stendhal havel-o escripto para cem leitores, cousa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cincoenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra diffusa, na qual eu, Braz Cubas, se adoptei a fórma livre de um Sterne, de um Lamb, ou de um de Maistre, não sei se lhe metti algumas rabugens de pessimismo. Póde ser. Obra de finado. Escrevi-a com a penna da galhofa e a tinta da melancholia; e não é difficil antever o que poderá sair desse connubio. Accresce que a gente grave achará no livro umas apparencias de puro romance, ao passo que a gente frivola não achará nelle o seu romance usual; e eil-o ahi fica privado da estima dos graves e do amor dos frivolos, que são as duas columnas maximas da opinião.

Mas eu ainda espero angariar as sympatias da opinião, e o meio efficaz para isso é fugir a um prologo explicito e longo. O melhor prologo é o que contém menos cousas, ou o que as diz de um geito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinario que empreguei na composição destas Memorias, trabalhadas cá no outro seculo. Seria curioso, mas nimiamente extenso, e aliás desnecessario ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.

Braz Cubas.

AO VERME

QUE

PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES

DO MEU CADAVER

DEDICO

COMO SAUDOSA LEMBRANÇA

ESTAS

MEMORIAS POSTHUMAS

Os Trabalhadores do Mar  Autor: Victor Hugo  Tradutor: Machado de Assis


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